quarta-feira, 28 de agosto de 2013

What am I doing?

Dealing whith sane people trying to cope with an insane world

terça-feira, 4 de outubro de 2011

:)

Realmente o nosso melhor ponto de encontro é o passado. Quando estamos perdidos e duvidamos de nós, quando o futuro nos parece um abismo sem fundo, quando...
Ir ao passado, apesar de abrirmos portas já fechadas e percorremos cantos da memória já esquecidos, é um reencontro connosco, com a nossa história.
Por vezes é preciso dar alguns passos atrás para seguir em frente. Viajar no curso do nosso tempo, é libertador, mesmo que implique sofrimento...
Sem medos. Sem espinhas!
:-D

terça-feira, 9 de novembro de 2010

o raio do danoninho!

Não vos irrita quando temos algo mesmo ali perto, quase a agarrar, e que apesar de nos esticarmos, usarmos os bicos dos pés, deitarmos a língua de fora enquanto nos expandimos qual homem elástico... apesar do esforço... falta-nos um bocadinho assim?!
Aí como irrita...

Pois é não deixes para amanhã o danoninho que podes comer hoje!

haja paciência para os dias sem paciência

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

2010

não tenho andado por aqui. tem-me custado andar com os pontapés que levo nas partes baixas. gente baixa.
bom, cá vamos gatinhando que é o que se consegue...
entrou um ano novo. esperemos que seja menos doloroso.

bom ano! cheio de PACIENCIA

sábado, 25 de abril de 2009

o que foi nunca é o que deveria ser


estava aqui a olhar para o ecrã a pensar no que escrever, quando fui chamada a uma pausa higiénica. lá, sentada no trono, veio-me a seguinte frase à cabeça - o que foi não é o que deveria ser - e pensei que grande frase... realmente daqui poderia fazer uma reflexão à volta da vida e das expectativas da vida, e da nossa necessidade enquanto seres humanos de nunca estarmos satisfeitos connosco e em paz com o nosso passado... mas não, acho que a frase surgiu pelo facto de a dor de barriga que me deu não corresponder ao produto final...

mais uma pausa perdida e mais uma grande filósofa desperdiçada. aguardo novas chamadas da natureza!

haja paciência

domingo, 18 de janeiro de 2009

Viver a seu tempo...



o tempo pode ser aquilo que quisermos. pode ser festa, côr. um pulsar de alegria, ritmos, cheiros, sabores. pode ser um momento, uma vida inteira. o tempo pode ser o bater do coração, o sangue que corre nas veias. pode ser o ar que se respira, a brisa que nos atravessa. o tempo pode ser tudo e nada. pode ser chegar, partir. pode ser perder, ganhar.o tempo só é tempo quando existe, quando se lembra, quando se guarda nos arquivos da memória um rastro de vivências que fazem quem somos. as nossas vivências.

não viver para ganhar tempo não existe, ele passa...

Feliz ano novo!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

disse-o nário


o tecto é onde vive a cabeça
o chão é onde te pisam os calos
a porta é por onde escorre a esperança
a janela é por onde entra a ilusão
o passeio é por onde se atropelam os olhos
a estrada é por onde correm as mágoas
a luz é por onde vê a cegueira
a escuridão é por onde vêm os iluminados
o chapéu é onde guardas as ideias
o pensamento é onde escondes as palavras
entre dentes é onde trauteias a mentira
entre as mãos é onde escondes as emoções
em ti é onde assenta a carapuça
na sombra do que és. longe do que já foste. num caminho sem retorno do que poderias ser...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Peixe..inho!


lá vai o peixe balão
inchado e pimpão
cheio de pompa e circunstância
ilusionista de profissão
faz-se crer maior do que é
faz-se crer poderoso. sabichão
sonha-se o rei do alto mar
sonha-se dominador e ditador
julga-se capaz de tudo. dono de todos
vive na ilusão
sonha-se entre a multidão ajoelhada
entre ovações e reverencias
sonha-se e incha...incha...incha
mas cuidado peixe balão
és frágil. pequenino. insignificante
não cresças muito porque não há espaço.
onde nadas não é alto mar ... apenas ... um simples alguidar!
Haja paciência para quem se julga mais do que é...

quinta-feira, 17 de abril de 2008

frases desfeitas...














onde comem dois, comem tudo.
quem faz a cama, deita-se e dorme.
muito riso, goza-se alguém.
quanto mais alto se sobe, mais os outros são pequeninos.
quem tudo quer, todos pisa.
quem espera, fica a ver.
quem parte e reparte, joga em cara o que deu.
quem tem boca, corta na casaca.
quem vai á guerra, dá e foge.
grão a grão, engana-se o pato.
quem avisa, trabalha nos ctt.
em casa de ferreiro, a fome é a dar c'um pau.
nem tudo é preto e branco, a não ser que sejas cão.
haja paciência para o mundo ao contrário...

sábado, 12 de abril de 2008

caminhos turtuosos por escadas direitas


pela sombra da escada vão as pernas. sentindo cada degrau passo a passo. sentindo cada vazio degrau a degrau.
pela sombra das paredes vão as mãos. amparando a caminhada. sentindo cada ruga. cada saliência.
pela sombra do tecto vai o olhar. adivinhando a escalada. sentindo cada movimento. buscando cada linha de luz.
pela sombra do silêncio vai a boca. cantarolando cada som. recebendo cada eco.

a cada caminhada vai o corpo. preso a cada alma. completo. repleto.
a cada caminhada vamos nós. respirando firmezas carregadas de duvidas e medos.
a cada caminhada vamos nós vivendo. verdadeiramente vivendo...

sexta-feira, 11 de abril de 2008

o tempo não pára - Cazuza



Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando uma agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára
Cazuza

sábado, 5 de abril de 2008

melancolia fadada


deu-se em fado o manel. não por descobrir sua alma lusa. essa já a tinha e sabia. mas por se dar á melancolia. dessa que moi cá dentro. dessa que desperta as mágoas passadas. que faz explodir o peito e rasgar a carne. que faz os olhos razos de água e a voz em nó na garganta.
deu-se em fado triste e ritmado. ao ritmo do coração partido.
deu-se em fado viajado. daqueles que se parte para mais tarde voltar.
deu-se em pesadelo e agonia. insónias. apatia.
deu-se por fim em ódio e soldado de armadura.
jurou não mais se dar...jurou não mais...
como a dor e o amor se confundem por andarem de mãos dadas. parece que a tal melancolia tem por nome maria...
haja paciência para o medo de repetir o risco...

domingo, 30 de março de 2008

Mãos cheias de nada


como se fosse fácil viver com quase nada. olhar em volta e ver vazio. caminhar sozinho em estrada deserta.
como se fosse fácil galgar as pedras do caminho. respirar a aridez da vida.
como se fosse fácil trazer o rosto tisnado de suor e lágrimas. cansado de labuta e mágoas. mal tratado de fome e cansaço. como se fosse fácil...
de repente ao vermos que parece fácil, somos nós, que vivemos sem pensar em quase nada, que ficamos envergonhados por achar díficil viver com quase tudo...
ai compreendemos que somos sozinhos no caminho...
Haja paciência para quem fica vazio para os outros...

terça-feira, 25 de março de 2008

Fados

lisboa vive no fado. nas pessoas que se arrastam. que se seguem. nos bairros tipicos. nos gatos aos parapeitos. nas varinas de canastra.

lisboa vive no fado. nos santos. nos marialvas. nas tascas. no jaquinzinho. no bairro alto. na maresia. no santo antónio. nas calçadas. nas avenidas. nos monumentos. nas ruas e vielas. no tejo. no cristo rei.
o fado vive e respira. tem rosto.rostos. tem voz. vozes. tem almas...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Presente passado


como cada gota de água que corre nos rios sem sequer parar um segundo a sentir as margens. assim somos nós. no minuto futuro já não somos presente. já somos passado. tudo o que fazemos teve impacto agora mesmo. neste presente futuro que é já... o passado da humanidade...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

S. Valentim - O Dia do Amor


Durante o governo do imperador Claudius II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Claudius acreditava que os jovens se não tivessem família, se alistariam com maior facilidade. No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentine e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que ainda acreditavam no amor.

Valentine foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270 d.C.


Viver em prol do amor. morrer por acreditar no amor. amor - tão simples e tão complexo. nem sempre se encontra ao virar da esquina. mas porque quando viramos as esquinas estamos mais preocupados em não bater com a cabeça na parede...


Haja paciência para o medo de amar...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Recomeços

Quando a tristeza nos abraça. o céu escurece. a terra assombra-se. os rios param a contemplar as margens. o mar deixa de desaguar contra as rochas. a natureza sustem a respiração e aguarda... aguarda que a nossa alma se recomponha. que a tempestade passe. que chegue a bonança. e com ela a esperança. assim, quando ela chega, a tristeza solta-nos dos braços. a nossa alma abre os olhos para a vida e todo o ciclo é recomposto. os rios seguem o seu curso. o mar volta ás suas correntes. a natureza volta a respirar vida. a tristeza serve para isto. para nos dar novo folêgo. para nos preparar para o que tem de vir... o resto da vida. o recomeço a cada abraço...


Haja paciência para o medo de chorar...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Sem (cem) palavras

Como é magnifico falar em silêncio. não dizer palavra e trocar longas conversas. não ouvir um som e reter inúmeras melodias. não olhar em volta e reter belas paisagens. como é magnifico comunicar com a alma. viajar tempo e espaço, sem barreiras, e encontrar pontos perdidos da existência. entrar portas fechadas e descobrir recantos guardados. como é impagável levarmo-nos em grandes viagens internas. percorrer o nosso ser. a nossa existência. percorrer o ser dos que amamos e descobrir que cada dia o amor cresce. multiplica-se. e o amor em nós, por nós enche-nos a alma. tira-nos o folêgo. limpa-nos as trevas. encaminha-nos nas estradas vazias. sombrias. nos trilhos dificeis. nas barreiras da vida.
Como é magnifico ficar em silêncio. o silêncio ruidoso do mundo (im)perfeito que nos rodeia...